segunda-feira, 8 de outubro de 2012

GRANDES E PEQUENAS COISAS (Pensamentos)




GRANDES E PEQUENAS COISAS

         Fazer “tempestade num copo d’água” ou fazer copos d’água numa tempestade, depende da mesma força de transformação, só que usada inversamente ou de maneira diferente.

         Para que fazer do possível o impossível quando o “Impossível” já se fez possível? Basta acreditar que “Nada é impossível” e que “Tudo é possível”.  Assim, esse nada e esse tudo se tornam uma só realidade.

         Quando os olhos não vêem, o coração pode sentir; se o coração ainda não sente, a mente pode imaginar e tudo se faz presente.  O coração começa a sentir e os olhos vêem além das fronteiras.

         Mesmo que surjam pedras e espinhos, há milhões de flores pelo caminho.  As pedras servem de base para nos tornamos fortes e resistentes na caminhada e na vida.  Os espinhos nos ensinam a termos mais cuidado com as coisas e pessoas que encontrarmos. Mas, o que deve ser oferecido às pessoas são as flores. Por isso, contemplemos as flores, apreciemos sua beleza, sintamos o seu perfume e passemos para aqueles que encontrarmos adiante. Assim nossa vida sempre será bonita, bela e com ares perfumados.

         As flores são passageiras – efêmeras – mas sempre passam deixando alguma ou muitas coisas: beleza, perfume, colorido para a vida, boas lembranças; sinais ou expressões de amor, bondade, ternura, carinho, amizade... Assim também são as pessoas boas: são passageiras, morrem iguais às outras, mas sempre fazem bem para a vida, para todos que as cercam.

         Saber pensar é saber ser livre.  E ser livre para pensar, ter a liberdade de pensamento é sentir essa liberdade.
         O pensamento é um dos meios de transporte mais velozes e é maravilhoso fazer viagens com ele.

         Quando alguém ainda não conseguiu chegar à total liberdade interior, mas tem o desejo de chegar, já atingiu parte dela, talvez 50%, pois, o desejo de chegar faz a pessoa tentar e se empenhar até conseguir.

         Só chega a uma totalidade, seja ela qual for, quem aprendeu a dar os primeiros passos, a encher as primeiras medidas, a se alegar com os primeiros grãos, a ver os primeiros raios de luz, a subir os primeiros degraus, a começar das pequenas coisas, a enxergar as maravilhas dentro e ao redor de si...

         Quando descobrirmos o interior de uma pedra, aparentemente rústica, poderemos conhecer a preciosidade das pedras e o brilho envolvente que elas carregam, dentro de si, em segredo.  O mesmo vale para pessoas aparentemente carrancudas. Talvez (inconscientemente), estejam esperando que alguém descubra sua beleza interior, as ame, ou que as aceite com naturalidade em sua vida.  A partir daí, pode-se perceber a grande transformação.

         Se abrirmos a janela do coração, enxergaremos a realidade de dentro e de fora; mas se conseguirmos abrir a porta, poderemos participar ativamente dessas realidades.

         A melhor transformação é de dentro para fora. Se o coração sorrir primeiro, automaticamente, o rosto e todo o ser sorrirão, pois, o caminho é curto, reto, de rumo certo e o sorriso é verdadeiro e duradouro; mas, se o rosto sorrir primeiro, poderá não atingir o coração porque a estrada não é a mesma, é longa e cheia de curvas e que se forma conforme o momento.

         Cada um deve procurar primeiro, o seu próprio equilíbrio, sua autodisciplina, sua auto-superação para depois ter condições de ajudar o outro a fazer o mesmo ou, pelo menos, buscar juntos e nunca querer que o outro cresça primeiro.

         Quando o coração experienciou uma grande felicidade, ele não se incomodará se viverá muito ou pouco porque essa felicidade valeu por toda uma vida.

         Nunca faltarão flores no interior de uma casa, quando seu (sua) dono (a) descobrir os segredos de como melhor cultivar os jardins em torno dela.

         O Belo é belo, mas o mais belo é fazer o belo brotar de um nada e contemplá-lo: como Deus com sua criação, como os artistas com as diversas artes, como alguém que no seu dia-a-dia, diante de coisas aparentemente insignificantes, descobre sua beleza e se sente feliz em contemplá-las.

         Uma poda adequada faz a planta crescer, ficar mais bonita, produzir e reproduzir mais.  Se quem a fizer não souber podar, poderá até matá-la.  Assim acontecem também com os seres humanos nas mais variadas “podas”.  É preciso fazê-las na medida certa e, conseqüentemente, os frutos serão abundantes.

         A maioria das pessoas quer resultados imediatos mas, além de conseguir o que a impaciência não consegue,  a paciência consegue muito mais e com resultados melhores.  Principalmente com coisas ou situações que requerem cuidados.

         Quando o coração vai se libertando ou quanto mais livre ele está, tende a ser alegre, a expressar livremente o que sente e o que acha, a não menosprezar as pessoas, a não buscar compensações, a não controlar as outras pessoas, a se doar naturalmente e naturalmente tem o bom retorno.

         Muitos partem de um mesmo ponto e querem chegar a outro ponto comum, todavia, cada um tem seus meios próprios de chegar: quem parte um “mês” antes, quem faltando uma semana, quem restando só um dia... O que importa mesmo é que, no final, todos se encontrem e atinjam os objetivos.

         Nem tudo é como a gente pensa, pois, o que cada um pensa é apenas uma maneira de pensar ou de ver as coisas.

         O mais aparentemente forte pode ser o mais fraco e, o mais aparentemente fraco, pode ser o mais forte; depende da situação que enfrenta, pois a verdadeira força vem de dentro e a verdadeira transformação também.

         Dê o máximo de si, mesmo que diante dos outros seja aparentemente “um nada”, pois, não importa a quantidade dada, mas a qualidade da doação.

         Há olhos que vêem mesmo fechados; há coração que sente além das fronteiras, à longa distância; há boca que fala em silêncio, sem ser aberta; há ouvidos que entendem o que se fala em silêncio; há pensamento que percorre o mundo inteiro; há enigmas que foram revelados, há os que ainda serão e há os que nunca serão revelados nesta vida; há também milhões de coisas que parecem ser e não são e milhões que não parecem e que realmente são e há as que são o que verdadeiramente são.

         Nem toda noite é escura, nem todo dia é claro; nem toda pergunta precisa resposta, nem toda resposta deriva de uma pergunta; nem toda violência é “violenta”; nem todo sonho é ilusão, nem tudo que se vê é real; nem tudo que se ouve é conforme nosso entendimento; nem todo gesto bom foi feito com amor no coração; nem tudo o que parece ser é; nem... é... Esse é um convite a “acordar”, a enxergar a verdadeira realidade ou a verdade das coisas, da vida.

Texto do Livro “Aprendendo com a Vida”
Autoria: Ir.Elenilza  - SMI  
2005

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